O POETA SABIÁ
Na segunda metade de julho, eu e o meu amigo Costa Júnior estivemos na Sorveteria Chapinha, no Parque das Orquídeas, para entrevistar o cantor carioca radicado em Natal Ademilson Braga. Saboreando sorvetes de diversos gostos, conversamos com ele sobre vários temas como religião, música, trabalho comunitário e sua paixão pela capital potiguar.Os 37 anos parecem pouco tempo para comportar tanta história. Nascido em Campo Grande, no Rio de Janeiro, parente distante do grande cantor romântico Evaldo Braga, Ademilson Braga já foi quase tudo na vida. De pastor evangélico a auxiliar administrativo de uma prestadora de serviço do Projak, da Rede Globo, ele já trabalhou. Logo que chegou a Natal, costumava, junto com um amigo, cantar em ônibus. O percurso preferido era o Macaíba-Natal. Ao final da cantoria, rodava o chapéu para faturar algum. Quando morava no Rio, recebeu um convite inusitado para cantar. “Você canta em qualquer lugar?”, perguntou uma criança desconhecida. Depois de responder que sim, Ademilson Braga ficou imaginando onde seria o tal show. “Em um cabaré?”, arriscou... Não era. “É que meu pai faleceu e ele gostava muito de Nélson Gonçalves. Queria que você cantasse para ele no cemitério”. Ademilson foi, e nessa ocasião até dançou com a viúva do falecido. Cantor, compositor e percussionista, ele é o entrevistado do mês do Zona Sul. (Roberto Homem)
