domingo, 30 de outubro de 2005

Entrevista: WELLINGTON ASSIS

O MINEIRINHO DA VIOLA CAIPIRA

O entrevistado do mês passou parte da vida no meio do mato e até hoje nunca viu o mar. Típico caipira mineiro, Wellington Assis falou de sua história, as dificuldades que enfrentou, os planos para o futuro... Enfim, revelou sua saga com um humor fino e invejável, com exclusividade para o Zona Sul.

Wellington de Assis Silva tem 22 anos e nasceu em Campina Verde, Minas Gerais. Há cerca de dois, ensaia em Brasília os primeiros passos de sua carreira profissional. A música caipira corre em suas veias. É com ela que o violeiro pretende contribuir para que as pessoas sejam mais felizes. Bom de conversa, voz de mineiro, daqueles matutos mesmo que arrastam erres e economizam letras, Wellington é uma das principais revelações da música caipira. Em uma noite no Bar do Chico, no Clube da Imprensa de Brasília, conversei com Wellington acompanhado da jornalista Tida Medeiros e do estudioso nas coisas piauienses e eleitor inveterado do senador Mão Santa, Chiquinho Sales. O resultado do bate-papo você pode conferir agora. (Roberto Homem)

segunda-feira, 12 de setembro de 2005

Entrevista: HALISSON CRYSTIAN

A CANÇÃO DOS POETAS AMAZÔNICOS



Era uma tarde tumultuada no Congresso Nacional quando Halisson Crystian Tupinambá Pimentel, nascido em Boa Vista, Roraima, no dia 28 de maio de 1977, apareceu na Agência Senado tentando cavar um espaço para divulgar seu mais novo CD. Triste depois de ouvir a explicação de que aquele órgão de comunicação só produzia matérias institucionais, uma ponta de esperança brilhou no seu semblante quando propus a ele a oportunidade de se dirigir para o povo potiguar. Marcamos para o dia seguinte. A conversa durou pouco mais de meia hora. Logo em seguida, uma sessão de fotos tendo como cenário o Palácio do Planalto. (Roberto Homem)

quinta-feira, 11 de agosto de 2005

Entrevista: BECO

ROCK AND ROLL COM TEMPERO POTIGUAR

Carlos Gondim, Duda, Rômulo, Alex e o Japa - integrantes da banda potiguar “Beco” - foram os entrevistados deste mês. Na conversa, da qual também participaram o jornalista Costa Júnior, o empresário Sérgio Almeida e o prestador de serviços à CEF Aderson Neto, o quinteto relembrou a história do grupo, revelou o andamento da gravação do primeiro CD e emitiu polêmicas opiniões sobre o mundo da música, em particular sobre o rock potiguar. Na noite de uma terça-feira agradável, no final de julho, Carlos Gondim abriu sua casa em Natal e recebeu o Zona Sul. Antes das perguntas, pudemos assistir a um ensaio onde o Beco mostrou parte do seu repertório. (Roberto Homem)

segunda-feira, 18 de julho de 2005

Entrevista: ÁTILA PESSOA

O HOMEM DOS SETE INSTRUMENTOS


Jornalista, publicitário, apresentador de programas de televisão, poeta, chefe de escoteiros, webdesigner e analista de sistemas. Se juntar tudo isso em um liquidificador, bater durante 33 anos e alguns meses, você tirará como resultado o potiguar hoje radicado em Brasília Átila Pessoa Costa. Quem lembra do Poupa Ganha certamente vai recordar de Átila. Quem assistiu as transmissões das corridas de kart pela TV Bandeirantes, também. Os espectadores do Globo Esporte no final dos anos 90 sacarão imediatamente ao ler a entrevista deste mês.

Noite de domingo em Brasília é como em qualquer outro lugar do mundo. Silêncio, famílias recolhidas, últimos instantes de descanso para a semana que se inicia... Mas na vida de Átila, sossego é algo que parece não fazer sentido. O homem está sempre ocupado. Sempre arrumando alguma coisa com a qual se envolver. É um verdadeiro homem que tem facilidade para manusear os mais diversos instrumentos. Ele reservou um espaço de uma dessas noites domingueiras para brindar os leitores do Zona Sul - que devem estar com saudades desse potiguar que não aparece mais na telinha das emissoras do estado - com pérolas e histórias que vão reproduzidas a seguir. (Roberto Homem)

quinta-feira, 30 de junho de 2005

Entrevista: TICO DA COSTA



TICO DA COSTA: O ANJO VESTIDO DE HOMEM

No dia 29 de agosto de 2009 eu estava dentro de um ônibus ao lado de Florian Augusto Coutinho Madruga - o irmão de Woden Madruga que atualmente dirige a Gráfica do Senado. Estávamos em Curitiba, participando da primeira bienal do livro da cidade. Rumávamos do hotel para o trabalho, naquele começo de tarde. Foi quando o telefone tocou.

Era Ricardo Menezes, dono do Restaurante Veleiros. O ex-guitarrista das bandas Cabeças Errantes e Cantocalismo, que poucos dias antes estivera comigo em Brasília, deu a notícia. “Tico acabou de morrer”. Francisco das Chagas da Costa, Titico de Dijesu, Luiz Augusto, Titico, Tico da Costa ou apenas Tico, havia descansado depois de ter sido surpreendido pela notícia recente de que um câncer havia se instalado em seu pâncreas.

segunda-feira, 23 de maio de 2005

Entrevista: ADEILDO VIEIRA

MEMÓRIA DAS ÁGUAS E DA VIDA



O mês de abril despediu-se de João Pessoa depois de um sábado de muito sol e calor. No restaurante do Netuanah Praia Hotel, na beira-mar da praia de Cabo Branco, conversei com Adeildo Vieira durante pouco mais de uma hora. O bate-papo foi costurado com lembranças do passado e projetos para o futuro, além de boas e nem tão boas recordações. Conheci Adeildo no ano passado, quando ele fez show comemorando 20 anos de música, em Brasília. De lá para cá, vez por outra sabemos notícias um do outro, sempre por intermédio de um paraibano de Catolé do Rocha, Glauco Barreto, grande divulgador da boa música brasileira. A meu amigo Glauco dedico esta entrevista. (Roberto Homem)

sábado, 30 de abril de 2005

Entrevista: Mirabô Dantas

MIRABÔ 40 ANOS: A QUEM INTERESSAR POSSA

O compositor potiguar Mirabeaux Dantas Filho, apesar de ter nascido em Areia Branca, é
descendente da família Dantas, de Jardim do Seridó (RN). Entre os parentes ilustres, destacam-se Tonheca Dantas e Felinto Lúcio Dantas. Conhecido no meio artístico como Mirabô Dantas, o entrevistado do mês está comemorando 40 anos de música com o lançamento de seu primeiro CD e de um livro de histórias autobiográficas. Mirabô foi gravado por artistas como Terezinha de Jesus, Elba Ramalho e Lecy Brandão. Tem parcerias com Capinam, José Nêumane Pinto e Maurício Tapajós. Também é responsável direto pela Praia dos Artistas hoje levar este nome.

No início dos anos 90 do século passado, fui exercer minha profissão de jornalista na Fundação José Augusto, órgão oficial estadual de fomento cultural do Rio Grande do Norte. Lembro com carinho das tardes que dividi naquela repartição pública com personalidades da cultura potiguar como o cantor e compositor Babal, o artista de teatro Júnio Santos (do grupo Alegria, Alegria) e o poeta Manoel Fernandes Volonté. Foi em uma dessas ocasiões que conheci o compositor potiguar Mirabô Dantas, parceiro de poetas que fazem parte da história da MPB como José Nêumane Pinto, Capinam e Olga Savary. No começo de março deste ano, o jornalista Costa Júnior me telefonou informando que tinha encontrado Mirabô em Ponta Negra. Depois de algumas tentativas, consegui o número do seu telefone. Em uma manhã de domingo, liguei para Mirabô, que estava em Areia Branca. O resultado você confere a partir de agora. (Roberto Homem)

sábado, 19 de março de 2005

Entrevista: JOSIAS WANZELLER

JOSIAS E O SEU TEATRO DE BONECOS



Enquanto Chico Daniel luta para não deixar morrer o mamulengo no Rio Grande do Norte, em Brasília o artista plástico Josias Wanzeller da Silva empunha esta mesma bandeira, que tem como objetivo final a preservação da cultura popular brasileira. Josias, que por sinal é discípulo e amigo do potiguar Chico Daniel, é o entrevistado do mês do Zona Sul.

Josias Wanzeller é o candango mais nordestino que conheci até hoje. Impossível negar um título de cidadão de qualquer um dos nove estados da região para ele. Admirador da cultura popular e artista da manipulação de bonecos, além de não ser nordestino, ele é filho de capixabas. Natural do Distrito Federal, Josias pode ser incluído, sem favor nenhum, no rol dos benfeitores da humanidade. Alma iluminada, ele desenvolve sua arte sem cobrar nada em troca, a não ser a preservação da própria arte. O melhor de tudo é que o leitor do Zona Sul vai poder conferir, na próxima Bienal do Livro de Natal, prevista para junho próximo, se cada palavra dessa entrevista é ou não é verdade. (Roberto Homem)

domingo, 20 de fevereiro de 2005

Entrevista: JOÃO LUIZ

JOÃO ALEGRIA ENSAIA SEU RETORNO AOS PALCOS

João Alegria é o nome que melhor define o paraibano de Itabaiana João Luiz de Araújo Almeida. Há dez anos morando em Pitangui, o hoje dono de restaurante quer recuperar seu espaço tocando na noite natalense.
Aquele início de tarde de janeiro estava quente na praia de Pitangui. Em compensação, a cerveja estava geladinha e o bate-papo agradabilíssimo. Na cozinha, postas de albacora sendo cozinhadas como prato principal do almoço - que tinha pirão, feijão verde e arroz como acompanhamento. Enquanto a bóia não era servida no restaurante Tenda, logo na entrada da praia de Pitangui, eu e o jornalista Costa Júnior nos deliciamos com um resumo da história do paraibano João Luiz de Araújo Almeida, 47 anos, o João Alegria tão conhecido nos veraneios do litoral norte, nas quebradas das Rocas, nos botecos da Praia dos Artistas e em tantas outras localidades de Natal e adjacências. Depois de ter se apresentado, neste veraneio, tocando e contando piadas em um bar praia de Pitangui, agora ele planeja cavar um espaço na noite de Natal. Os contatos podem ser mantidos pelo telefone (84) 226-2279.