domingo, 23 de dezembro de 2007

ENTREVISTA: Magno Córdova

AS ENTRANHAS DA MPB DOS ANOS SETENTA






Conheci Magno por intermédio de 
Clodo Ferreira, há alguns anos. Vindo de Minas, ele estava recolhendo material para sua pesquisa de mestrado, posteriormente
defendida na Universidade de Brasília (UnB). O trabalho acadêmico, “Rompendo as entranhas do chão”, traz como tema central a importância para a música brasileira dos anos 70 do encontro ocorrido entre cearenses e piauienses. Esse também é o mote da entrevista de final de ano do Zona Sul. Boa leitura, feliz Natal e um ótimo 2008 para todos! (Roberto Homem)





quarta-feira, 14 de novembro de 2007

ENTREVISTA: SEBASTIÃO VICENTE

O PROFISSIONAL DAS PALAVRAS


Sebastião Vicente trabalhou nos principais veículos de comunicação de Natal. Também teve uma passagem pelo ramo da publicidade. Em Brasília atuou em jornal e televisão. Depois de enveredar pelos textos para teatro, atualmente Tião está na TV Câmara, onde, provavelmente, vai aquietar um pouco. Ou não? Difícil prever. Porém, em sua vida de inquietações e busca por desafios, uma coisa é certa: ele continuará se valendo das palavras para tocar sua vida em frente. (Roberto Homem)

domingo, 14 de outubro de 2007

Entrevista: JOÃO SALINAS

AS AVENTURAS DE JOÃO SALINAS



O jornalista Carlos Roberto Pereira e sua esposa Joelma foram os anfitriões. O advogado Ronaldo Siqueira, meu irmão, o compositor Wlad Carvalho e Tico da Costa, artista irmão do entrevistado, me ajudaram com as perguntas. Óbvio que Carlos Roberto também contribuiu para dissecar a vida da vítima do mês: o músico, compositor, cantor e, acima de tudo, americano, João Salinas. A conversa fluiu enquanto o churrasco funcionava como parede para doses de cachaça, whisky e cerveja. O leitor do Zona Sul acompanha o resultado da conversa a partir de agora. Pena que a tecnologia ainda não inventou um jornal com áudio, para que não apenas as palavras, mas também as gargalhadas, pudessem ser ouvidas durante a leitura... (Roberto Homem) 

sábado, 22 de setembro de 2007

ENTREVISTA: MEIRINHOS DO FORRÓ

OS OFICIAIS DA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA



Francisco Carlos Freire é o pai biológico de Cláudio Freire, Clauberto Freire e de Ana Cláudia Freire e também pai adotivo de Anderson Bezerra da Silva. Esta turminha integra os Meirinhos do Forró, que já traz no currículo dois CDs gravados e cinco idas a Portugal, com uma série de apresentações no Porto e em Lisboa. Mas, para chegar ao patamar no qual estão, não foi fácil. Os versos iniciais feitos por Luiz Gonzaga para a canção Pau-de-Arara dão uma idéia do que eles enfrentaram. “Quando eu vim do sertão, seu moço / Do meu Bodocó / Meu malote era um saco / E o cadeado era o nó / Só trazia coragem e a cara / Viajando num pau-de-arara / Eu penei, mas aqui cheguei”. O Zona Sul entrevistou todos eles, em um começo de noite de julho, no Churrasquinho do Pedrão. Como a tropa dos Meirinhos era grande, a do Zona Sul não poderia fazer feio. E não fez. Muito pelo contrário. Além de mim, estiveram presentes no bate-papo os jornalistas Costa Júnior, Paulo Wagner e Carlos Roberto Pereira e os músicos Tico da Costa, Mirabô Dantas e Dudé Viana. O resultado você confere a partir de agora. (Roberto Homem)

terça-feira, 14 de agosto de 2007

ENTREVISTA: SOUZA

ELE TAMBÉM É 10 FORA DAS QUATRO LINHAS


Basta o primeiro toque de José Ivanaldo de Souza na bola em uma partida para o mais distraído do torcedor concluir que ele é um atleta diferenciado. A jogada pode ser uma virada de jogo daquelas em que a bola acomoda-se no pé do companheiro desmarcado. Ou um toque sutil dos que deixam o atacante na cara do gol. Ou até mesmo um drible desconcertante que desorienta qualquer marcador. O repertório deste meia potiguar é enciclopédico. Mas Souza não é apenas um craque no futebol. Ele também o é fora das quatro linhas do campo, como pessoa. Souza é craque na vida, no dia-a-dia. Foi com um misto de prazer e honra que pude entrevistá-lo, um dia após o América perder para o Internacional de Porto Alegre por 2 a 1. A conversa ocorreu no Veleiros. Para minha alegria, ao meu lado estava também um outro craque, este das palavras, o jornalista Rubens Lemos Filho. E ele caprichou nas perguntas, todas elas certeiras, parecidas com os chutes que Souza costuma desferir contra o arco adversário. (Roberto Homem)


quarta-feira, 18 de julho de 2007

ENTREVISTA: MOREIRA MARIZ

A VIDA SEMPRE EM MOVIMENTO DE MOREIRA MARIZ





Penso que se Moreira Mariz não fosse fotógrafo, se encaixaria bem em alguma modalidade do atletismo. Ele poderia tentar os saltos, em altura ou distância, já que durante a vida pulou tanto de emprego. Quem sabe algum tipo de arremesso, pois não foram poucas as vezes nas quais ele jogou tudo para o ar. Desde os tempos em que carregava tijolos em uma olaria até os dias de hoje - quando tem na mira de sua câmera personagens como Sarney, Collor e Renan Calheiros - Moreira percorreu um caminho longo. Talvez esteja aí a resposta. Moreira Mariz é um maratonista que, como mesmo diz, não consegue ficar parado. Tem que andar. A vida, para ele, só tem significado em movimento. Convido o leitor do Zona Sul para que tentemos, juntos, eu e você, acompanhar o entrevistado do mês em mais essa caminhada. (Roberto Homem) 



sexta-feira, 22 de junho de 2007

ENTREVISTA: WALDEMIR RODRIGUES

O GUARANI QUE RESISTIU A SATANÁS







Quando marquei a entrevista com Waldemir José Barreto Rodrigues pensava em conversar com ele a respeito da língua tupi-guarani. Mas os dez minutos iniciais da conversa - travada no bar do Hotel Esplanada, na Vila Planalto, em Brasília – mudaram completamente a pauta do encontro. A vida desse índio guarani nascido no Mato Grosso - quando esse estado ainda não havia se dividido em dois - centralizou o bate-papo. Com nove ou dez anos de idade ele deixou sua família e foi conhecer o mundo. Trabalhou na cidade e dormiu no mato durante muito tempo. Mas, vamos à entrevista. (Roberto Homem)



quarta-feira, 16 de maio de 2007

ENTREVISTA: ROOSEVELT PINHEIRO

No dia 6 de março de 2021, aos 76 anos, Roosevelt Pinheiro descansou em Brasília. O fotógrafo de talento ímpar e alma generosa que compartilhou sua história na entrevista abaixo nos deixou, mas a força do seu trabalho segue gravada na história visual do Brasil. Tive a honra e a alegria de trabalhar ao lado de Roosevelt na Agência Senado, onde pude testemunhar não apenas a competência de um dos repórteres fotográficos mais experientes e respeitados do país — com passagens marcantes pela Agência Brasil e coberturas históricas do poder —, mas principalmente a sua extraordinária qualidade humana. Era um sujeito sempre bem-humorado, brincalhão, que transformava o corre-corre da profissão em um ambiente mais leve e acolhedor com sua simpatia contagiante. Um grande profissional e um amigo querido, cuja energia vibrante e generosidade farão sempre muita falta. Fica a saudade sincera e a homenagem a esse mestre das lentes. 


UM ÍNDIO NO PALÁCIO DO PLANALTO


O índio velho... Ops, apaga tudo, esquece. Nesses tempos de politicamente correto, melhor não vacilar. Comecemos de novo. O silvícola da melhor idade parece ter lentes Carl Zeiss nos olhos. Pois somente dessa forma ele consegue fazer com que pareça ser fácil encontrar o melhor ângulo, medir a iluminação, calcular a velocidade e disparar no momento exato para capturar o instantâneo que será reproduzido nos principais jornais do país, em suas edições do dia seguinte. Roosevelt Pinheiro da Silva nasceu na velha Manaus de 1945. Enquanto a Segunda Guerra Mundial terminava, ele começava sua própria luta. E pode-se constatar que ele venceu. Hoje ele tem entre suas responsabilidades cobrir dois dos principais centros do poder do país: a Presidência da República e o Senado Federal. Nas manhãs, Luiz Inácio Lula da Silva é o principal alvo dos seus cliques. No período da tarde, como se estivesse portando uma metralhadora giratória, ele vai mirando sua câmera em gente como Mão Santa, Patrícia Saboya, José Agripino, Garibaldi Filho, Rosalba Ciarlini, Renan Calheiros, Aloízio Mercadante e Arthur Virgílio, entre outros, além de José Sarney, Fernando Collor de Mello. Aliás, Sarney e Collor, quando presidentes do Brasil, também estiveram sob a mira de Roosevelt . Mas, como diria o publicitário presidencial: deixa Roosevelt falar! (Roberto Homem) 

sexta-feira, 30 de março de 2007

Entrevista: NÉLSON OLIVEIRA

AS LINGUAGENS DE NÉLSON OLIVEIRA

Nélson Oliveira tem um jeito muito peculiar de compor canções que sintonizam imediatamente com os meus ouvidos. Aliás, pelo que percebo, ele não agrada apenas a mim. Nélson compõe com a alma. E consegue garimpar sons, versos e ritmos que não permitem que o ouvinte fique insensível ao seu trabalho. Pena que o mundo seja tão grande e os caminhos para o reconhecimento, espinhosos. Mas ele está aqui, nas folhas do Zona Sul. Oferecendo atalhos para o leitor potiguar plugado na internet se deliciar com o seu trabalho. Mas, antes que você ligue o seu PC para descobrir e se deliciar com esse novo talento da MPB, peço que dedique alguns minutos para conhecer a história desse meu amigo Nélson Oliveira. Com a mesma sinceridade que emprega nas suas composições, Nélson contou para mim e para o piauiense Chiquinho Sales alguns lances de sua trajetória. (robertohomem@gmail.com) 

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Entrevista: FLORIAN MADRUGA

O DISCÍPULO DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS

Florian Augusto Coutinho Madruga nasceu na Maternidade Januário Cicco, em Natal, no dia de
São Francisco de Assis: 4 de outubro. Ele viveu a Natal de outros tempos, quando Ponta Negra era praia de veraneio e sequer sonhava em ser palco para turismo sexual e também em ser invadida pelos empresários e turistas estrangeiros. Morando em Brasília há décadas, Florian, hoje, preside o Instituto Legislativo Brasileiro e desempenha a missão de tentar aperfeiçoar os legislativos do país através da educação dos seus servidores. Paralelo a essa missão, ele é católico fervoroso, discípulo de São Francisco de Assis. De expressão séria e sisuda, Florian carrega dentro de si um espírito brincalhão e divertido que oferece sem economizar aos amigos. Ele é irmão, entre outros, de Woden, Liszt e Carlyle Madruga, este último já entrevistado pelo Zona Sul. A conversa com Florian foi realizada em seu gabinete, num início de noite, em fevereiro. (Roberto Homem).

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Entrevista: BETO AVILLIS

O PÉ-DE-LÃ DO OPALA COM CHIFRES



Quem diria que o carioca e roqueiro Alberto Silva dos Santos - que aos 11 ou 12 anos tinha uma banda de rock de garagem - alcançaria o sucesso incluindo o forró e assemelhados ao seu repertório, e encarnando o personagem do até então esquecido pé-de-lã? Pois é, o homem que pisa macio e que entra e sai sem ser notado da casa do marido traído transformou-se no passaporte para Alberto Silva - que hoje é conhecido como Beto Avillis - despertar a curiosidade e conquistar o público de Natal e do restante do estado. Pelo menos por enquanto, o Rio Grande do Norte é sua fronteira. Mas Beto tem planos para conseguir entrar de mansinho também na mídia nacional. Como um autêntico pé-de-lã ele passou o ano de 2006 trabalhando para isso. É bom não duvidar que em 2007 ele vai conseguir, pois tem talento e, como bom sedutor, está louco para desfrutar da sua mais nova presa feminina: a fama. (Roberto Homem)