quinta-feira, 28 de agosto de 2008

ENTREVISTA: JOSÉ DUMONT

O HOMEM QUE NÃO VIROU SUCO



Em O homem que virou suco, José Dumont interpreta o poeta popular Deraldo, recém-chegado do Nordeste a São Paulo. Sobrevivendo de seus folhetos, ele é confundido com empregado de multinacional, também vivido por Dumont, que mata o patrão na solenidade em que foi premiado como operário-símbolo. Caçado pela polícia, Deraldo experimenta sina tão comum aos nordestinos que tentam a sorte na cidade grande: trabalhar na construção civil ou fazendo serviços domésticos e sofrer todo tipo de humilhação e violência. “É a história de todo nordestino: o cara que chega em São Paulo, trabalha, luta e acaba passando fome, virando suco de laranja”, explica Deraldo, no filme. 

quarta-feira, 23 de julho de 2008

ENTREVISTA: LOU GOMES E TAMIRES ALCÂNTARA

O CANTO QUE VEM DE MINAS




Das montanhas de Minas Gerais periodicamente brotam talentos que enriquecem a música brasileira. Daquele solo fértil foram exportados para o mundo artistas como Milton Nascimento, Beto Guedes, Lô Borges, Tadeu Franco e Toninho Horta, entre tantos. Mais recentemente, desaguaram dos rios de Minas para o país Vander Lee, Renato Vilaça, Érika Machado e Nélson Oliveira, este último radicado em Brasília. Infelizmente, não basta apenas talento para ter direito a um lugar ao sol. O Zona Sul, com orgulho, apresenta nesta edição os mais novos sons que ecoam das montanhas mineiras: Lou Gomes e Tamires Alcântara. Eles estão engatinhando ainda, procurando um atalho para concretizar o sonho comum: mostrar sua música a cada vez mais pessoas. Conheça um pouco destes dois novíssimos artistas que um dia poderão ocupar lugar de destaque na cena cultural brasileira.

domingo, 15 de junho de 2008

ENTREVISTA: HERALDO PALMEIRA

PERCORRENDO AS ALAMEDAS DA VIDA DE HERALDO



O menino Heraldo estreou nessa vida lá em Acari, em 1960. Estendeu suas raízes por Natal e lá solidificou os alicerces que permitiram sua transformação em cidadão do mundo. Ele é jornalista, cantor, compositor e produtor musical. Heraldo Araújo Palmeira hoje tem residência não tão fixa assim em Brasília. Quando não está percorrendo o Brasil, divide apartamento com o também jornalista potiguar Jenner Marinho, um seridoense de Currais Novos, como eu. Quem já ouviu o elepê (hoje já existe em CD) Esquina do Continente, de Pedrinho Mendes, certamente vai lembrar agora que Pedrinho divide os vocais de Linda Baby (para mim a sua principal música) com alguém: Heraldo Palmeira.


É dele também a produção do CD Meu Tempo, de Glorinha Oliveira, que aos 74 anos, em 1999, finalmente lançou um trabalho à altura do seu talento. Mas vamos ao que interessa: aos principais momentos da conversa que eu, Jenner e os internautas visitantes do www.myspace.com/robertohomem travamos com Heraldo Palmeira em uma sexta-feira de maio. Jenner, principal responsável para a entrevista se realizar, foi o comandante da sala de bate papo. (Roberto Homem) 

terça-feira, 22 de abril de 2008

ENTREVISTA: DONA GRACINHA

DONA GRACINHA DA SANFONA ENDIABRADA



Dona Gracinha é piauiense, mas mora em Brasília há vários anos. Discípula de Luiz Gonzaga, ela toca sanfona como uma Jimmy Hendrix sertaneja. Desde os sete anos de idade, Dona Gracinha da Sanfona vem animando arrasta-pés e se apresentando em bares e casas de espetáculo do Piauí, Distrito Federal, Goiás e Maranhão. Ela nunca perdeu o embalo, nem mesmo quando perdeu parte da perna direita - conseqüência de um acidente automobilístico. E olha que Dona Gracinha já nasceu com a visão do olho direito comprometida. Atualmente lidera uma banda que conta com guitarra, zabumba e triângulo.

A entrevista com Dona Gracinha da Sanfona só foi possível graças ao apoio de Júnior Piauí, proprietário do salão de beleza JD Studio, na loja 50 do bloco B da quadra comercial da 315 Norte, em Brasília. Além de ajudar com as perguntas, ele tocou zabumba na apresentação que a sanfoneira fez no intervalo e no final da conversa. É bom destacar que, a exemplo da entrevista anterior com o violonista Glauco Porto, esta também foi transmitida ao vivo no site www.myspace.com/robertohomem . Segundo relatório do site MixMap (http://www.mixmap.com/), 54 computadores acessaram a página em algum momento das cerca de duas horas que durou a transmissão. Várias perguntas dos internautas foram respondidas por Dona Gracinha.

O também piauiense Chiquinho Sales mostrou seu talento no triângulo e na coordenação da sala de bate papo (durante a transmissão ao vivo da entrevista no site do Myspace) e também dando ritmo às perguntas. Um vídeo de Dona Gracinha tocando A vida do viajante (Luiz Gonzaga e Hervê Cordovil), gravado na noite da entrevista, pode ser acessado no www.myspace.com/robertohomem . Ela toca sanfona acompanhada por Júnior Piauí (zabumba) e Chiquinho Sales (triângulo). Quem quiser contratar a entrevistada do mês do Zona Sul pode ligar para (61) 3274-3496. (robertohomem@gmail.com

segunda-feira, 17 de março de 2008

ENTREVISTA: GLAUCO PORTO

O HOMERO DA PARAÍBA



Não foi tarefa fácil convencer Glauco Porto Barreto a conceder esta entrevista ao Zona Sul. Seria timidez? Difícil dizer. Quem, nesse mundo, pode afirmar alguma coisa, quando o assunto é Glauco? O jornalista, cantor e compositor Nelson Oliveira, por exemplo, classifica este paraibano de Catolé do Rocha de "O Homero da Paraíba". Sim, o leitor do Zona Sul não está enganado: Homero da Paraíba. Glauco não concorda. Nelson, porém, chama a atenção para o caráter homérico dos adjetivos e dos apostos, além da intrincada teia de relações entre pessoas, que é típica do linguajar e das mensagens de Glauco. Vejam se esse trecho de e-mail não lembra o lendário aedo grego contando as peripécias do divo e astucioso Odisseu: "...gostei tanto do CD, que presenteei o amigo Roberto Homem e Adauto, que é casado com Noélia (aquela homenageada na música Nossa Senhora do Cerrado), e é amigo de Rubi, além de meu amigo percussionista Paulão e da esposa dele, que é irmã de Noélia, etc, etc...".


Para quem não quer se dar ao trabalho de vagar pela Odisséia, talvez a leitura dessa entrevista, da qual também participou Nelson, possa ajudar a entender a comparação. De todo modo, o leitor deve estar se perguntando: se foi difícil para Glauco aceitar o nosso convite, o que o motivou a proferir o "sim"? Se está certa a teoria de Nelson, por ser homérico (grandioso, enorme e extraordinário, segundo o dicionário Houaiss), Glauco topou porque soube que a conversa seria transmitida ao vivo para o mundo inteiro pela Internet. Com Glauco, o Zona Sul inaugurou em um sábado do final de fevereiro as entrevistas ao vivo pelo site http://www.myspace.com/robertohomem Mas, vamos ao que interessa, vamos saber um pouco mais do violonista e ferrenho crítico de tudo o que classifica como "música ruim". (Roberto Homem)