No dia 27 de fevereiro de 2023, aos 61 anos, Manassés Campos nos deixou precocemente, em Natal. O músico, compositor, jornalista e amigo querido que compartilhou sua história na entrevista abaixo partiu jovem demais, abrindo um vazio imenso no coração da cultura potiguar. Dono de uma sensibilidade refinada para a poesia e as melodias, Manassés marcou a música do Rio Grande do Norte com seu talento nato para compor, cantar e articular parcerias que enriqueceram a nossa cena artística. Mais do que o profissional competente da comunicação e o artista inspirado, era uma pessoa de generosidade ímpar, afetuoso no convívio e apaixonado pelas artes. Ter registrado sua trajetória nesta conversa foi um privilégio e uma justa homenagem a essa amizade que guardo com tanto carinho. A partida prematura de um amigo tão querido deixa uma saudade doída, mas suas canções e sua lembrança luminosa permanecem conosco.
A MÚSICA
POTIGUAR NO VARAL DE MANASSÉS

Manassés da Silva Campos nasceu em Natal, no dia 31 de
janeiro de 1962. No último sábado de junho, ele foi sabatinado, em Brasília,
por uma equipe de primeira que me acompanhou nessa entrevista para o “Zona Sul”.
O repórter Roque de Sá (
http://agenciatempo.com.br/)
cuidou não apenas da cobertura fotográfica, mas também encaixou perguntas que
facilitaram a montagem do mosaico da vida de Manassés Campos. O violonista e
empresário da gastronomia, Ricardo Menezes (que está de casa nova, o
Ancoradouro Sushi & Grill), utilizou sua amizade de décadas com o
entrevistado para preencher as lacunas da história que eu e Roque tentávamos
destrinchar. E Manassés não mediu palavras para contar seu lado mais conhecido
de jornalista, poeta, compositor, músico e servidor público, como também
revelou a formação evangélica, a curta passagem pelo Exército e o sonho não
realizado de ser um pesquisador de teoria estética da literatura.
(robertohomem@gmail.com)