O filho do homem que tocava trumpete


Desde pequeno escuto Hélio Câmara. Não só suas narrações nos jogos do América, meu time de coração, mas também as resenhas esportivas. Sua criatividade para transformar em palavras o desenrolar de uma partida de futebol é ímpar. Há onze anos moro fora de Natal. E ouvir Hélio Câmara ficou mais difícil. Antes de eu mudar para Brasília, imagino que acompanhei uma das principais temporadas de sua carreira: a Série B de 1996, que levou o América à Série A no ano seguinte. As narrações daquele ano são dignas de qualquer antologia do rádio esportivo brasileiro. Nesses últimos anos tenho escutado locutores como Nilson César e Rogério Assis, da Jovem Pan, Evaldo José, da CBN e José Silvério, da Bandeirantes, entre muitos outros, inclusive os narradores candangos. Na minha opinião, Hélio Câmara é melhor que todos eles. Essa entrevista que você lê a seguir foi gravada no Praia Shopping, logo após a apresentação de seu programa noturno na emissora. Comigo estavam o jornalista Costa Júnior e os artistas Dudé Viana e Zeca Brasil, ambos já entrevistados pelo Zona Sul. Mas vamos deixar o Super Hélio contar sua história... (mailto:robertohomem@gmail.com)