sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Entrevista: Valdir Julião

O OPERÁRIO DA NOTÍCIA

José Valdir Julião comemora, em fevereiro de 2014, 35 anos de jornalismo. Apesar de há quase três décadas e meia estar correndo atrás da notícia para bem informar aos seus leitores, esse cerro-coraense ainda não demonstra sinais de cansaço. Ao contrário: ele continua tão entusiasmado com o que faz que sequer cogita trocar a caderneta de anotações e o gravador – ferramentas que utiliza para arrancar as declarações que se transformarão em manchete do dia seguinte – por softwares manuseados pelos editores como Quark Express e Pagemaker. A conversa com Julião ocorreu via Skype, no comecinho da noite de uma sexta-feira. Convido o leitor a acompanhar a história que Julião me contou. Os créditos das fotos são de João Maria Alves, o primeiro fotojornalista sindicalizado do Rio Grande do Norte. (robertohomem@gmail.com)

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Entrevista: Charles Dumaresq

DE MALAS PRONTAS PARA O FUTURO

Em uma das últimas tardes de julho, fui à Pastelaria do Beto - na Feira dos Importados, em Brasília (DF) – com Nicolas Gomes e o capitão Claiton “Gancho” Cardoso. Para quem não conhece, nessa feira se encontra todo tipo de bugiganga. O forte é a área de eletrônicos e informática. Nada melhor do que um ambiente desses para entrevistar o analista de tecnologia da informação Charles Dumaresq Madureira Neto. Aos 32 anos de idade, esse potiguar de Natal planeja deixar o território papa-jerimum para alçar voos mais altos em São Paulo ou Brasília. Na bagagem ele tem para mostrar a participação no site de cobertura de eventos NatalX (campeão de acessos que superou o Cabugi.com), a esquematização e colaboração na estruturação de empresas como a GESTCON (Gestão de Condomínios) e – com o parceiro Ranieri Andrade – o protagonismo no último Jailbreak. Fazer Jailbreak significa alterar o sistema operacional IOS, da Apple, para permitir aos usuários de Ipads e Iphones personalizar e instalar aplicativos livremente em seus equipamentos. Charles e Ranieri foram os responsáveis por apontar a falha de segurança que permitiu essa quebra. Agora ele está envolvido em um projeto que permite, por exemplo, que eu – morador de Brasília – tenha um ramal em Natal para receber ligações. Quem ligar para mim pagará o preço de uma ligação para telefone fixo. Mas Charles não está satisfeito, ele quer mais. Quem duvida que esse ex-gordo (chegou aos 150 quilos e hoje está com 94) conseguirá alcançar seus objetivos? Eu não. (robertohomem@gmail.com)

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Entrevista: Manassés Campos

No dia 27 de fevereiro de 2023, aos 61 anos, Manassés Campos nos deixou precocemente, em Natal. O músico, compositor, jornalista e amigo querido que compartilhou sua história na entrevista abaixo partiu jovem demais, abrindo um vazio imenso no coração da cultura potiguar. Dono de uma sensibilidade refinada para a poesia e as melodias, Manassés marcou a música do Rio Grande do Norte com seu talento nato para compor, cantar e articular parcerias que enriqueceram a nossa cena artística. Mais do que o profissional competente da comunicação e o artista inspirado, era uma pessoa de generosidade ímpar, afetuoso no convívio e apaixonado pelas artes. Ter registrado sua trajetória nesta conversa foi um privilégio e uma justa homenagem a essa amizade que guardo com tanto carinho. A partida prematura de um amigo tão querido deixa uma saudade doída, mas suas canções e sua lembrança luminosa permanecem conosco.

A MÚSICA POTIGUAR NO VARAL DE MANASSÉS


Manassés da Silva Campos nasceu em Natal, no dia 31 de janeiro de 1962. No último sábado de junho, ele foi sabatinado, em Brasília, por uma equipe de primeira que me acompanhou nessa entrevista para o “Zona Sul”. O repórter Roque de Sá (http://agenciatempo.com.br/) cuidou não apenas da cobertura fotográfica, mas também encaixou perguntas que facilitaram a montagem do mosaico da vida de Manassés Campos. O violonista e empresário da gastronomia, Ricardo Menezes (que está de casa nova, o Ancoradouro Sushi & Grill), utilizou sua amizade de décadas com o entrevistado para preencher as lacunas da história que eu e Roque tentávamos destrinchar. E Manassés não mediu palavras para contar seu lado mais conhecido de jornalista, poeta, compositor, músico e servidor público, como também revelou a formação evangélica, a curta passagem pelo Exército e o sonho não realizado de ser um pesquisador de teoria estética da literatura. (robertohomem@gmail.com)


sábado, 29 de junho de 2013

Entrevista: Falves Silva

OS 70 ANOS DO POETA “MALDITO” DA IMAGEM

Foi Falves Silva quem viabilizou a primeira entrevista dessa série de trabalhos que faço com a ajuda de amigos para o “Zona Sul”. Ele foi quem conduziu a sua companheira, Terezinha de Jesus, para a conversa realizada na I Bienal do Livro de Natal, em 2003, no Centro de Convenções. Dez anos passaram até que surgisse a oportunidade de eu satisfazer o sonho profissional de entrevistá-lo também. Como as melhores coisas da vida, a ocasião veio por acaso. Melhor não sairia se fosse combinado previamente. Estávamos todos no Sebo Vermelho, de Abimael Silva. Saímos direto para o bar “Point da Princesa”, na Princesa Isabel, centro de Natal. Graças às intervenções do próprio Abimael, do músico Paula Neto; da blogueira (http://escritosdealicen.blogspot.com.br/), escritora e professora Cellina Muniz; e do meu parceiro e amigo para todas as horas, o jornalista Roberto Fontes, acredito que essa entrevista poderá servir como presente para o septuagenário Falves Silva. Que Natal também possa oferecer uma homenagem digna ao nosso maior poeta visual. Todas as mais de 100 entrevistas que fiz para o “Zona Sul” estão disponíveis, na íntegra, no site http://zonasulnatal.blogspot.com.br/. (robertohomem@gmail.com)

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Entrevista: Michelle Sampaio


“PAPAI, ONDE ESTÁ VOCÊ?” 

 
Michelle Rodrigues Sampaio Bonifácio nasceu em Brasília, fruto de uma paixão fulminante, mas ligeira. A família de sua mãe é goiana, de Porangatu. Do seu pai ela pouco sabe. Só o nome, Maurício, e que ele era viúvo na época em que manteve o relacionamento que a gerou. Michelle foi informada também de que teria dois irmãos, filhos desse pai desaparecido: Paulo Wagner e Carmen Lúcia. O nordestino Maurício seria paraibano. Não se tem certeza. A única coisa certa é que a nossa entrevistada do mês não cansará enquanto não encontrar o pai. Enquanto isso não ocorre, ela vai vivendo como pode. Vamos conhecer um pouco de sua história. Se por acaso alguém souber do paradeiro de Maurício, mantenha contato. (robertohomem@gmail.comhttp://zonasulnatal.blogspot.com). A cobertura fotográfica dessa entrevista foi feita pelo grande fotógrafo pernambucano e amigo JB Azevedo.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Entrevista: Leide Câmara


A LEIDE DA MÚSICA POTIGUAR

Maria Leide Câmara de Oliveira nasceu em Patu, mas o trabalho que ela desenvolve pela preservação da história da música potiguar transcende as fronteiras municipais. Durante mais de meia década, Leide reuniu material para lançar, em 2001, o “Dicionário da Música do Rio Grande do Norte”, com cerca de 600 verbetes. A obra oferece ao leitor um raio-X do que os artistas potiguares produziram até então. Antes disso ela já havia organizado projetos importantes para a cidade de Natal como o Festival de Artes de 1988 e o Zé Menininho. Esse último resgatou expoentes da cultura de vários bairros da cidade. Depois do Dicionário, ela prosseguiu na sua luta em favor da música papa-jerimum organizando eventos e exposições e escrevendo obras importantes como a que mapeou todas as produções do bossa-novista potiguar Hianto de Almeida. Com currículo suficiente para descansar e recolher os frutos de tudo o que já semeou, Leide quer mais. Ao mesmo tempo em que organiza o lançamento de um livro sobre as ligações de Luiz Gonzaga com o Rio Grande do Norte e projeta a comemoração dos 90 anos de “Praieira”, ela prepara a segunda versão do seu Dicionário e corre atrás de concretizar o sonho de inaugurar o “Instituto Leide Câmara - Acervo da Música Potiguar”. Nós, do Zona Sul, estamos fechados com ela! Essa entrevista, lá no Bar de Zé Reeira, foi concedida a mim, ao jornalista Roberto Fontes e ao “deputado” Marcos Lacerda.  (robertohomem@gmail.com)

quarta-feira, 27 de março de 2013

Entrevista: Tertuliano Aires



 AS CABRITAGENS DO BARDO DA BOCA SUJA

Quando fui entrevistar Tertuliano Aires, muito já tinha ouvido falar a respeito de Cabrito. Mas pouco conhecia das suas músicas - que muitos classificam como pornográficas. É bom destacar que Tertuliano não concorda com essa classificação: prefere chamar suas composições de “pornofônicas”. Bem acompanhado por Roberto Fontes, Ronaldo Siqueira e Costa Júnior - trio já iniciado no universo “cabritiano” – a entrevista ocorreu em frente à Lanchonete Zé Reeira, no centro de Natal. A conversa nem precisou ser movida a álcool para se tornar apimentada. Até porque, Tertuliano não bebe. E nem precisa. Em suas respostas, ele alternou momentos de Tertuliano e de Cabrito. Na edição do texto a seguir, optamos por passar um pente fino e extirpar do texto os palavrões, digamos assim, mais “cabeludos”. Mesmo com essa precaução, é bom deixar o alerta de que a porção Cabrito de Tertuliano - que conheceremos a seguir - não é recomendável para menores. (robertohomem@gmail.com)


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Entrevista: Jaime Mariz


MOVIDO A GRANDES DESAFIOS

O engenheiro Jaime Mariz de Faria Júnior é movido a desafios. E batalhas para travar não têm faltado. O último combate do qual participou – com sucesso no final da refrega – foi a criação da Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (FUNPRESP). A voz poderosa, o timbre grave, as palavras bem articuladas, a postura confiável e o gestual comedido fazem de Jaime um interlocutor especializado na arte de esgrimir idéias. A conversa com ele se deu agora no veraneio, em Muriú. O anfitrião, Neneto Almeida, fez a cobertura fotográfica. A seguir, um resumo da entrevista. (robertohomem@gmail.com)

sábado, 26 de janeiro de 2013

Entrevista: Castilho Sávio


 O filho do homem que tocava trumpete


Castilho Sávio de Carvalho Silva nasceu em Natal, no bairro de Petrópolis, no tempo em que a cidade e a vida eram outras. Eu, Aderson Neto, Franklin Mario, João Paulo Madruga e Valéria ouvimos Castilho contar a sua história no último sábado de 2012. A conversa se deu no Bar de Zé Reeira, no centro da capital potiguar. Como não poderia deixar de ser, música foi o principal assunto, sobretudo a banda que fez história no pop-rock do Rio Grande do Norte: Inácio Toca Trumpete. Tudo foi regado a bastante cerveja e carneiro cozido. (robertohomem@gmail.com)